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Prefeitura inaugura Memorial da Resistência |
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03 de junho de 2008 |
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Se por um lado 13 de junho de 1927 ficou marcado para a história como o dia em que o povo de Mossoró botou para correr o bando de Lampião, por outro o dia 4 de junho de 2008 assinala outra data expressiva para o mossoroense, com a inauguração do Memorial da Resistência, obra realizada pela Prefeitura Municipal de Mossoró, ao custo de R$ 2,5 milhões, recursos próprios. O momento, em homenagem aos heróis da resistência, vai ser inaugurado pela prefeita Fafá Rosado quarta-feira, 4, às 20h. O programa cultural de inauguração da obra consta da apresentação da Banda de Música Artur Paraguai, Grupo Moxorós e Orquestra Sanfônica. A história da resistência de Mossoró à invasão de Lampião é rica em detalhes, coroada agora pelo Memorial da Resistência. Dia 13 de junho de 1927, a população de Mossoró, liderada pelo prefeito Rodolfo Fernandes, estava a postos para a batalha para proteger a cidade do temido cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, que ameaçava invadir a cidade e saquear o comércio. O final dessa história é conhecido. O povo mossoroense enfrentou e derrotou os invasores. Como se diz vulgarmente, botou Lampião pra correr. O cangaceiro ainda perdeu dois homens: Colchete, morto durante o combate, e Jararaca, que foi baleado e acabou preso. Dias depois, foi morto e sepultado no Cemitério São Sebastião. O feito da resistência é contado com orgulho pelos mossoroenses e a Cidade construiu um espaço próprio para homenagear aqueles heróis, o Memorial da Resistência de Mossoró. O secretário municipal da Cidadania, Francisco Carlos, explica que o espaço não vai se limitar a mostrar aspectos da resistência aos cangaceiros. A idéia é permitir que as pessoas façam uma viagem no tempo, para conhecer a Mossoró de 1927. “Vamos detalhar a Mossoró que atraiu a cobiça dos cangaceiros em 1927. O Memorial vai mostrar os aspectos econômicos, sociais e culturais do município naquela época”, disse Francisco Carlos, acrescentando que a batalha também está destacada, além de um aprofundamento do cangaço como manifestação social. O presidente da Fundação Municipal de Cultura, Antônio Gonzaga Chimbinho, explica que o Memorial, formado por um conglomerado de quatro prédios, enfoca “A Cidade”, “A Batalha”, “O Cangaço” e o outro prédio com espaço para exposições, mirante, café e loja de suvenirs. No prédio A Cidade, mostra-se a evolução de Mossoró, com seus fatos históricos, por exemplo temas como a libertação dos escravos, cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea, o primeiro voto feminino e a eleição da primeira prefeita e primeira deputada estadual. Nesse espaço também são retratados os festejos populares, com destaque na Festa de Santa Luzia. Grandes painéis ilustram o prédio A Batalha, em que se destacam aspectos da resistência dos mossoroenses ao bando de Lampião, com seus personagens e suas histórias. No prédio do Cangaço, a história desse movimento é contada em detalhes e ilustrada em painéis que destacam Lampião e seu bando. Destacam-se a grandiosidade e a qualidade dos painéis que ilustram o Memorial, e que foram produzidos pela empresa Paluana Comunicação, do Rio de Janeiro, especializada nesse tipo arte. A Paluana tem em sua lista de clientes instituições como o Ministério de Minas e Energia, a Petróleo Brasileiro S/A (PETROBRAS) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A produção dos painéis, bem como a dos textos narrativos dos fatos históricos e a montagem do Memorial, foi acompanhada por uma comissão que reúne pesquisadores, historiadores, professores universitários e pessoas que se dedicam ao estudo e pesquisa da vida de Mossoró no tempo. O secretário Francisco Carlos diz que “o Memorial da Resistência de Mossoró é um projeto cultural inovador e audacioso da prefeita Fafá Rosado. É muito mais que um monumento”. Na sua opinião, é uma iniciativa de quem governa valorizando o nosso passado, para construir o futuro da gente mossoroense. |
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