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Auto da Liberdade reconta história de Mossoró |
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26 de setembro de 2007 |
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A partir desta quinta-feira, 27, a população de Mossoró e visitantes terão a oportunidade de uma viagem no tempo, ou seja, conhecer os quatro principais momentos da história da cidade. O Auto da Liberdade, que conta o pioneirismo na libertação dos escravos, a resistência ao bando de Lampião, o primeiro voto feminino da América Latina e o motim das mulheres contra o alistamento militar para a guerra do Paraguai. As encenações seguem até o dia 29, sempre às 21h, na Estação das Artes Elizeu Ventania. O Auto da Liberdade é montado a partir do texto do poeta Crispiniano Neto, que usou a literatura de cordel para contar os quatro principais momentos da história da Cidade, este ano com nova dinâmica imposta pelo diretor João Marcelino, que assina o espetáculo pela primeira vez, prometendo muitas inovações. João Marcelino começou mexendo no tamanho do elenco, optando pela encenação com apenas 420 pessoas, entre atores profissionais, bailarinos e figurantes, ao contrário do número da edição anterior, mais de dois mil artistas. “O elenco do Auto da Liberdade está mais enxuto, mas sem prejuízos na qualidade final do espetáculo”, explicou. Uma das novidades do espetáculo são os 40 coroinhas do Padre Mota, que vão se revezar no palco contando o episódio da resistência do povo de Mossoró à invasão da cidade pelo bando do cangaceiro Lampião, em junho de 1927. A nova versão do Auto tem figurino e trilha sonora assinados, respectivamente, por Marcos Leonardo e por Danilo Guanais. O palco permanece com três níveis, mas com novo formato. HISTÓRICO – Esta é a 9ª edição do Auto da Liberdade, que já foi dirigido por grandes nomes do teatro brasileiro, como teatrólogo Amir Haddad nas duas primeiras edições, Fernando Bicudo, que comandou três edições e introduziu as grandes alegorias cênicas para cada um dos quatro atos, e o diretor teatral Gabriel Vilela, responsável pelo Auto do ano de 2003, e que mudou a concepção, fazendo uma ligação dos feitos libertários de Mossoró com a Grécia antiga. O espetáculo de Gabriel Vilela se passou em uma arena, com arquibancadas para cinco mil pessoas. As duas últimas edições do espetáculo foram dirigidas por Marcelo Flexa, que já tinha trabalhado como auxiliar de Fernando Bicuco. |
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