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Mossoró Cidade Junina aquece a rede hoteleira |
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26 de junho de 2007 |
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No leque de atividades que formam a economia de Mossoró, uma em particular está comemorando os resultados do Cidade Junina, este ano. É a rede hoteleira, com a melhor média de ocupação nos últimos anos. A taxa média de ocupação na rede hoteleira de Mossoró, no segundo trimestre deste ano, chegou a 60%, segundo o Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares – levando em consideração apenas a primeira semana do Cidade Junina – com um incremento da ordem de 25%. O presidente do Sindicato dos Hotéis, João Sabino de Moura, se diz otimista com os resultados do Mossoró Cidade Junina 2007, afirmando que nenhum hotel da cidade está com menos de 75% dos leitos ocupados, sendo que, nos principais hotéis, todos os leitos estão ocupados até o fim do evento. “Apenas com os números da primeira semana do evento, podemos dizer que a procura pela rede hoteleira de Mossoró está sendo 15% maior do que a registrada em junho do ano passado”, disse João Sabino, acrescentando que “isso mostra que o Cidade Junina vem crescendo e atraindo mais visitantes”. O gerente de Turismo da Prefeitura de Mossoró, Gabriel Barcellos, diz que o aumento da taxa de ocupação da rede hoteleira reflete a estratégia de divulgação do evento, observando que o Cidade Junina foi apresentado, com bastante antecedência, para jornalistas e agentes de viagem em Natal e Fortaleza (CE), num esforço para atrair visitantes. “Nosso objetivo era consolidar o Mossoró Cidade Junina como uma opção real para quem visita o Nordeste no mês de junho, fazendo com que o turista que vem à região não pense apenas em Campina Grande (PB) e Caruaru (PE)”, disse Gabriel Barcellos, acrescentando que “as pessoas já passam a saber que em Mossoró existe um evento tão grande ou ainda melhor e automaticamente passam a querer conhecê-lo”. Os resultados dessa estratégia são confirmados pelas empresas especializadas no turismo. O empresário Antônio Neto, diretor da operadora International, de Natal, que está trabalhando com a venda de pacotes turísticos para o Mossoró Cidade Junina junto às agências de viagens da Capital, disse que ficou surpreso com a receptividade, informando que foi feito uma seleção e depois firmada parceria com sete hotéis de Mossoró. Os turistas encaminhados pelas agências ligadas à International são instalados nesses hotéis. Segundo Antonio Neto, “nunca houve uma demanda tão grande para o destino Mossoró como a que está sendo registrada neste mês de junho. Já estamos com dificuldade porque mais pessoas estão procurando pacotes para o Mossoró Cidade Junina e, infelizmente, já estamos com dificuldade de acomodação na rede hoteleira. O evento já está consolidado como uma opção turística viável e atrativa”. Já o secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura Municipal de Mossoró, Nilson Brasil Leite, aponta mais dois fatores como determinantes da consolidação do Cidade Junina como uma opção turística: o investimento em mídia e a elaboração de atrações diferenciadas para o turista. “O material institucional do evento chegou às principais operadoras de turismo do País. Some-se a isso a divulgação em revistas de circulação nacional e pela imprensa convencional. Hoje, quando se fala em festejos juninos no Rio Grande do Norte, o que vem à mente é logo Mossoró”. Quanto às atrações, o secretário Nilson Brasil observa que “o turista que vem ao Mossoró Cidade Junina não fica limitado a dançar forró e assistir aos shows na Estação das Artes Elizeu Ventania, em paralelo ao evento existem muitos subprojetos culturais, como os festivais de violeiros e sanfoneiros, concursos de quadrilhas juninas, exposições, cinema, seminários científicos, artesanato, forró pé-de-serra, teatro e uma infinidade de atrativos”. “A resistência a Lampião é uma coisa importante. Todo mundo tem uma imagem de Lampião como cangaceiro violento que aterrorizava o Nordeste. Quando se fala que, em Mossoró ele foi botado pra correr, as pessoas logo querem conhecer essa história”, disse Nilson Brasil, citando o espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró”, que retrata exatamente essa resistência da cidade ao cangaço. “É uma coisa que o turista só vê em Mossoró”. |
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