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Sociedade começa a discutir novo investimento na área de saúde pública

19 de outubro de 2007

 

A sociedade de Mossoró atendendo à convocação do Governo Mossoró da Gente compareceu ao debate sobre o novo investimento em saúde pública, realizado quinta-feira, 18, no auditório da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, e apontou a necessidade de investimento nessa área específica, além do fortalecimento da estrutura do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Participaram do debate os membros do Conselho Municipal de Saúde, auditores da Gerência de Saúde do Município, representantes da Associação de Pediatria de Mossoró, da Câmara Municipal, do Sindicato dos Estabelecimentos Privados de Saúde e o do Ministério Público, na pessoa do promotor Guglielmo Marconi. Foram apresentadas as três áreas necessitadas de investimentos prioritários, em Mossoró: serviço de ortopedia, pediatria e a assistência materno-infantil. O debate vai ser retomado dia 25, com a perspectiva de resultados conclusivos.

O secretário municipal da Cidadania, Francisco Carlos, disse que, quanto aos setores de pediatria e ortopedia, foi discutida a instalação de uma estrutura própria com capacidade de absorver o serviço hoje oferecido no HRTM, no que não houve consenso quanto à viabilidade. Representantes do setor de pediatria alegaram que, no HRTM, todos os setores se complementam, como por exemplo a ortopedia, que dá suporte a vários setores. “Eles entenderam que a pediatria do Tarcísio Maia não pode ser retirada, porque lá existe a estrutura paralela para atender a crianças”, explicou Francisco Carlos.

Diante do quase consenso de que é inviável se retirar a pediatria ou a ortopedia do HRTM, a proposta é que se discuta investimento no reforço desses serviços no HRTM, por exemplo com a construção de uma ala própria para a trauma-ortopedia. Como se trata de hospital do Governo do Estado, a Secretaria Estadual de Saúde Pública, que, como a Associação Médica de Mossoró, não teve representação no debate, vai ser novamente convidada para as próximas reuniões. “É indispensável que o Estado participe desse debate e se posicione quanto a essas questões fundamentais para a saúde pública de Mossoró”, cobra Francisco Carlos, alertando que, se o Governo se comprometer com a reforma e ampliação da pediatria e ortopedia do HRTM, restará a Prefeitura investir na assistência materno-infantil.

Francisco Carlos explicou que hoje o serviço de assistência materno-infantil é basicamente concentrado no complexo da Associação de Proteção à Infância e Maternidade de Mossoró (APAMIM) e, em parte, na Maternidade Santa Luzia e no Hospital da Polícia Militar. “É importante ampliar esse serviço para atender a população da região com segurança e eficiência”.

ALTERNATIVA – No próximo debate vai ser apresentada aos representantes da Secretaria Estadual de Saúde uma outra alternativa, qual seja a Prefeitura de Mossoró concentrar o novo investimento em uma estrutura para realização de cirurgias eletivas, caso o Estado fortaleça a estrutura do Hospital da Polícia Militar, para o fim de aumentar a atendimento no setor da assistência materno-infantil.


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