|
|
|
||
|
|
|
|
||||||||||||||||||||
|
Cidade Junina: forró, diversão e arte no São João de Mossoró |
||||||||||||||||||||||
|
13 de junho de 2007 |
||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||
|
Forró, diversão e arte. De 14 de junho a 1º de julho, a Estação das Artes Elizeu Ventania se transforma em cenário para o diferenciado e cada vez mais animado Mossoró Cidade Junina, uma das maiores festas juninas do Brasil, que é realizada pela Prefeitura Municipal de Mossoró, por intermédio da Secretaria da Cidadania, sob a coordenação da Fundação de Cultura. Mossoró, que já é considerada Capital da Cultura do Rio Grande do Norte, se transforma também na Capital do Forró do Estado, pois o Cidade Junina se consolida como o maior são-joão em terras potiguares e um dos três principais de todo o país. O Cidade Junina não se limita apenas a uma festa junina, sendo um grande evento cultural, numa completa simbiose de tradições populares, história, música regional e arte. Na sua 11ª edição, o evento aborda o tema “Um Retrato da Cultura Popular – Resistência de um Povo”, numa alusão à comemoração dos 80 Anos da Resistência do Povo de Mossoró ao Bando de Lampião, resgatando a história do levante contra o rei do cangaço, fato ocorrido em 13 de junho de 1927. Por trás de uma programação tão diferenciada, há o suporte de uma mega-estrutura montada na área da Estação das Artes e no entorno da Igreja de São Vicente, cenário do espetáculo ao ar livre Chuva de Bala. Os números do Cidade Junina impressionam. A começar pela área ocupada pela festa, que em 2007 cresceu 50% e passa de 40 mil para 60 mil metros quadrados, distribuídos entre a Praça de Eventos Dr. Gabriel Negreiros, Centro, construída pelo Governo Mossoró da Gente em parceria com o Governo do Estado, ao custo de mais de R$ 600 mil, e a Praça de Esporte, no limite com a Rua Nísia Floresta, no bairro Boa Vista. A estimativa da Fundação de Cultura é de que mais um milhão de pessoas participe da festa, que terá 36 shows com bandas nacionais, regionais e locais, 72 apresentações de grupos de forró pé-de-serra, 25 apresentações de Música Popular Brasileira, na Cidadela, e 72 horas de música eletrônica. A mega-estrutura vai mais além. Serão seis palcos, totalizando uma área de quase 450 metros quadrados, sendo dois desses palcos destinados aos grandes shows, cada um com 152 metros quadrados, e mais um palco passarela de 24 metros quadrados. Na Estação das Artes funcionarão quatro camarins, estrutura de 22 camarotes de 42 metros quadrados, cada um, 11 torres de observação policial, 8 tendas, 7 pórticos, ornamentados no clima da festa junina, e mais um camarote vip. No Largo Porcino Costa, ficará a Feira da Artesanato, coordenada pela Fundação de Geração de Emprego e Renda (FUNGER). No Largo Porcino Costa, ficará a Arena Deodete Dias, onde se realiza o Festival de Quadrilhas Juninas, com a participação de mais de 300 grupos, e arquibancada para duas mil pessoas. Se não bastasse toda essa estrutura, o público do Cidade Junina ainda terá à sua disposição 4 telões para melhor visualização dos shows, praça de alimentação, com bares e lanchonetes, boates climatizadas, enfim, atrativos que fazem do são-joão de Mossoró uma das melhores festas juninas do Brasil, que este ano terá um grande esquema de segurança, formado por quase 4.000 mil homens, sendo 1.000 seguranças particulares, 2.400 policiais civis, federal e militares, 200 por noite, 400 homens do Corpo de Bombeiros, Polícia de Trânsito e Agentes de Proteção, Ministério Público e Juizado da Infância e da Juventude, para que a festa junina seja feita somente de alegria.
ECONOMIA A importância do Cidade Junina vai muito além do resgate das tradições populares, da valorização da cultura e do entretenimento. Além de tudo isso, a festa junina é um instrumento de geração de divisas e aquece a economia do município. Trabalham na festa 900 barraqueiros, vendedores ambulantes e pequenos empresários, 150 aderecistas, costureiras, marceneiros, ferreiros, pintores, entre outros profissionais, 300 artesãos, sob a coordenação da Fundação de Apoio à Geração de Emprego e Renda (FUNGER), 60 flanelinhas (pastoradores de carros), 1.720 taxistas, moto-taxistas, ônibus e transportes alternativos, 25 controladores de som, 120 artistas plásticos e 1.434 componentes de bandas nacional, regional e local, o que representa cerca de 5.000 postos de trabalho. O Cidade Junina, como fator gerador de emprego e renda, é mais abrangente quando levados em consideração outros fatores, tais como preparação das quadrilhas juninas, com aquecimento do comércio varejista, chegando a esgotar estoques das lojas de tecidos e de malharias, a ocupação da rede hoteleira, com a chegada de turistas de outras cidades e Estados, com a divulgação feita em cidades como Natal e Fortaleza, além da veiculação na mídia nacional, revista Veja e Viagens & Turismo, ambas da Editora Abril, ou por meio de rádio e televisão, como o caso da TV Diário, de Fortaleza, que mostra a festa junina mossoroense não apenas para o Brasil, mas também para outros países latinos, via satélite.
ATRAÇÕES MUSICAIS Quem pensa que o Mossoró Cidade Junina é um evento fechado para quem gosta de forró se engana. Em 11 anos, o evento se consolidou como um espaço eclético, com lugar reservado para todos os estilos da Música Popular Brasileira (MPB). O carro-chefe do Mossoró Cidade Junina, claro, é a música nordestina. Mas a proposta de se fazer um evento plural, onde todas as tribos se sintam atraídas, fez com que, ao longo de todos esses anos, o projeto se transformasse em uma salada musical capaz de agradar ao público mais variado e exigente. Segundo o presidente da Fundação de Cultura de Mossoró, professor Antônio Gonzaga Chimbinho, essa salada musical é, verdadeiramente, democrática. Ele explicou que o carro-chefe do evento não pode deixar de ser a música nordestina, mas a natureza do Mossoró Cidade Junina assegura o espaço para quem gosta de pop-rock, romantismo, forró pé-de-serra e até música eletrônica. Para agregar tantas tendências, será montada uma estrutura grandiosa. Serão sete palcos, duas boates, tenda eletrônica e dois circos para o forró pé-de-serra. Gonzaga Chimbinho disse ainda que alguns espaços tradicionais da noite de Mossoró serão valorizados durante a temporada do Cidade Junina. Um exemplo é o “Espaço Arte da Terra” e a Praça Carlos Alberto de Souza, nas margens do Rio Mossoró. O secretário municipal da Cidadania, Francisco Carlos Carvalho de Melo, enalteceu outro ponto nessa proposta de pluralidade musical do Mossoró Cidade Junina. Ele lembrou que praticamente todos os artistas que se apresentam na noite mossoroense terão trabalho garantido durante o evento. Francisco Carlos explicou que, com a grande concentração popular na área da festa, alguns estabelecimentos que contratam, por exemplo, cantores de MPB, tendem a reduzir promoções. Para evitar isso, muitos bares se instalam na área do evento, mantendo a programação e o espaço para a apresentação dos cantores da noite. “Essa é uma fórmula que vem dando certo. É importante para os bares da cidade, é bom para os artistas que têm trabalho garantido e é bom também para o evento, que se torna atrativo para o público mais variado”, explicou Francisco Carlos. A variedade musical nos sete palcos distribuídos ao longo da área do evento é mantida até mesmo nos horários em que ocorrem os grandes shows musicais no palco principal montado no interior da Estação das Artes Elizeu Ventania. 36 shows
com bandas nacionais, regionais e locais; SHOWS
- NACIONAIS: SHOWS
- REGIONAIS: SHOWS
- LOCAIS FORRÓ
PÉ-DE-SERRA: AGENDA CHUVA
DE BALA NO PAÍS DE MOSSORÓ A Capela de São Vicente ganhou fama inesperada. Na tarde de 13 de junho de 1927, com a mobilização da cidade contra o bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, a sua única torre ficou crivada de balas. E, hoje, 80 anos depois do ataque, com a primeira derrota do cangaceiro, ainda podemos encontrar as marcas da batalha. A temporada 2007 estréia nessa quinta-feira, 14, às 21h. Esse fato integra o consciente coletivo da população e é uma marca da luta pela liberdade do povo mossoroense. E não é por acaso que atualmente é um sinal de bravura. Afinal, quem seria capaz de bater o pé para um bando de homens armados e fugitivos da lei, em plena década de 20 do século passado? Mossoró foi capaz e teve essa ousadia. Afugentou o bando, negou-lhe os 400 contos de réis, se protegeu e, ainda, retirou das mãos de Lampião dois cangaceiros: Colchete e Jararaca. Este último ficou preso na Cadeia Pública, atual Museu Municipal Lauro da Escóssia, e foi enterrado no Cemitério Público, e hoje seu túmulo é venerado porque o cangaceiro é tido como milagreiro. Durante a década de 50, para relembrar o ato heróico, foi montada na cidade uma peça teatral com as principais personagens do acontecimento. Dava-se o primeiro passo para a sedimentação do teatro na cidade. Na sua 6ª edição, o Chuva de Bala no País de Mossoró se apresenta de roupagem nova. “É um espetáculo todo novo, do figurino aos elementos de cenário, com alterações de elenco e de texto”, diz Toinha Lopes. O espetáculo traz novos quadros e personagens, o que significa maior número de atores, passando de 54 para 70, todos oriundos de grupos teatrais da cidade, ainda 80 crianças do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI. A participação das crianças do PETI no espetáculo objetiva a inclusão social pela arte, conforme o projeto cultural do Governo Mossoró da Gente. Na encenação deste ano, o ator Nonato Santos assume o papel do prefeito Rodolfo Fernandes, antes representado por Marcos Leonardo, que hoje assina o figurino da peça. No papel de Lampião, continua o ator Dionísio do Apodi. Dirigido por João Marcelino, o Chuva de Bala tende mais para o aspecto musical, com as cantoras Alzinete e Nataly interpretando a trilha sonora de Danilo Guanais e Marco França, e a atriz Tony Silva como narradora do texto.
CIDADELA A Cidadela Junina, um dos subprojetos do Mossoró Cidade Junina, terá este ano 26 atrações musicais, com artistas da terra, potiguares e de Fortaleza, coincidindo com os dias de encenação do Chuva de Bala, espetáculo teatral ao ar livre que lembra a resistência da cidade ao bando Lampião, fato histórico que completa 80 anos dia 13 de junho. Antes da estréia do Chuva de Bala, quinta-feira, 14, às 20h, apresentam-se os artistas mossoroenses André Luvir e Jancleide. A agenda de shows repete-se nos dias 15, 16, 17, 21, 22, 23, 24, 27, 28, 29, 30 de junho e 1º de julho. A cada apresentação do Chuva de Bala, dois shows musicais. Pisarão no palco da Cidadela, outros artistas, como Nataly, Alan Jones, Nida Lira, Kátia Sheila, Ewerton, Khristal, Netinho, Jonas Filho, Valéria Oliveira, Alzinete e Kaká. Entre os grupos musicais, aparecem Brazuka Jazz, Terminal 5, Orquestra Sinfônica do Estado, Faixa Nobre, Grupo de Chorinho Cá entre Nós, Fé e Raiz, dentre outros nomes. A Cidadela Junina oferece também opções gastronômicas, funcionando com serviço de bar e restaurante, quiosques de comidas típicas. O local contará com loja de artesanato e sediará os subprojetos Burro-táxi, Botando Boneco, Brincadeiras Populares, Teatro de Rua, Pau-de-arara Elétrico.
CRONOLOGIA 2002 – Surge o espetáculo Chuva de Bala, em comemoração aos 75 anos da invasão de Mossoró pelo bando de Lampião; 2003 – O espetáculo realizado no adro da Capela São Vicente mantém os mesmos moldes do ano anterior. Contrato do diretor João Marcelino; 2004 – O Chuva de Bala cresce. A parte musical tem mais de quatro mil cadeiras para o público; 2005 – Mantém-se a proposta e a aprovação do público relativas ao formato do evento; 2006 – Participação das crianças do PETI. João Marcelino permanece na direção. 2007 - O espetáculo tende mais para o musical, com as cantoras Alzinete e Nataly interpretando a trilha sonora.
APRESENTAÇÕES |
||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||