|
|
|
||
|
|
|
|
|||||||||||||||||||||
|
Mossoró é a única cidade do interior do Nordeste a receber o Projeto Pixinguinha |
|
||||||||||||||||||||||
|
10 de março de 2006 |
|
||||||||||||||||||||||
|
|
|
||||||||||||||||||||||
|
A política cultural de Mossoró continua rendendo bons frutos. Agora a cidade foi inserida na etapa 2006 do “Projeto Pixinguinha”, um dos mais importantes da Música Popular Brasileira. Está prevista uma apresentação, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, no próximo dia 21, às 20h. O Projeto Pixinguinha é organizado pela Fundação Nacional de Arte (FUNARTE), com o patrocínio da Petróleo Brasileiro S/A (PETROBRAS). A atração será um show com o grupo Jongo da Serrinha, Tavinho Moura (voz e violão) e Xangô da Mangueira (voz). Segundo o presidente da Fundação Municipal de Cultura, professor Antônio Gonzaga Chimbinho, o projeto está percorrendo o Nordeste. Estão previstos apenas oito shows na região. Mossoró é a única cidade de interior que foi inserida no roteiro. “Isso pode ser considerado um reconhecimento”, disse. Gonzaga Chimbinho lembrou a importância do Projeto Pixinguinha para a Música Popular Brasileira. As atrações enfatizam o samba e o chorinho. No show que está percorrendo o Nordeste as atrações são algumas das mais renomadas desse gênero. Com destaque especial para “Xangô da Mangueira”, que é um dos baluartes da Estação Primeira de Mangueira, a mais tradicional das escolas de samba do Rio de Janeiro.
ATRAÇÕES JONGO DA SERRINHA Fundado em 1975 pela lendária Vovó Maria Joana Rezadeira, nasceu no ótimo núcleo carioca de jongo (ritmo ancestral do samba), na comunidade que é também o berço do Império Serrano. Ao sair dos quintais para os palcos sob a liderança de Mestre Darcy do Jongo, o grupo quebrou tabus e permitiu inovações nas rodas, como a participação de crianças e a inclusão de instrumentos de harmonia. Em 2002, lançou o CD-Livro Jongo da Serrinha, recebendo em seguida o prêmio Rival BR (categoria resistência cultural).
FORMAÇÃO: Anderson Wilmar (percussão), Alan Coutinho (percussão), Deli Monteiro (voz), Lazir Sinval (voz), Lucas Porto (violão de 7 cordas), Maria Luísa Marmello (voz e percussão) e Tiago Lima (cavaquinho)
TAVINHO MOURA (VOZ E VIOLÃO) Mineiro de Juiz de Fora, começou a carreira profissional de músico compondo a trilha sonora para um filme. Participou de festivais de música em Minas Gerais, onde conheceu outros compositores mineiros, como Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Milton Nascimento e outros. Especializou-se na pesquisa e aclimatação do folclore, com temas como "Calix Bento" (adaptação da Folia de Reis) e "Peixinhos do Mar" (adaptação de uma canção de marujada). Seu primeiro LP, "Como Vai Minha Aldeia", foi lançado em 1980 pela RCA, e deu origem a uma série de outros discos ao longo de sua carreira. Além disso, continuou trabalhando como autor de trilhas, e nessa função ganhou prêmios. Sua atuação como compositor também é destacada, e já foi gravado por artistas como Sérgio Reis, Beto Guedes, Almir Sater, Boca Livre, Simone, Zizi Possi, Pena Branca e Xavantinho, 14Bis e outros.
XANGÔ DA MANGUEIRA (VOZ) Carioca de 83 anos, é sócio-benemérito da Estação Primeira de Mangueira, onde, em 1951, fundou a Ala dos Compositores. Seu talento como improvisador levou-o a se identificar com o partido-alto, que lhe valeu o título que nome ao seu primeiro LP. O rei do partido-alto (1972). Foi parceiro de Clementina de Jesus, Jorge Zagaia, Babau da Mangueira, Aniceto do Império e Dona Ivone Lara – que em seu último LP solo, Xangô chão da Mangueira (1982), aparece com destaque especial. Em 2005 foi premiado com a Ordem do Mérito Cultural no grau máximo de Grã-Cruz, considerada a mais importante condecoração do Ministério da Cultura. |
|
||||||||||||||||||||||
|
|
|
||||||||||||||||||||||
|
|
|
||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||